sexta-feira, 14 de setembro de 2007

"Para brasileiro entender, só desenhando...."

Enviado pelo assessor de assuntos políticos: George Ventura...


Três pensamentos desta manhã:

1 - Dizem que os senadores petistas se absteram (ou abstiveram??? sei lá) do voto pela confiança na suposta promessa de que Renan sairia da presidência do Senado quando fosse absolvido... Será que esse povo é assim tãaaaaaaaaao ingênuo?

2 - um presidente do Senado, assim como o da República deveria ser exemplo de conduta, ou seja, se ele chegou ao ponto de ser julgado por alguma coisa, quer dizer que deu motivos para, portanto, deveria ter VERGONHA NA CARA e pegar o seu banquinho e sair de mansinho, correto?

3 - Já que o Lula só fala besteira mesmo, ninguém mais dá nem bola pro que ele fala, né?
Ou será que é de propósito que ele fala besteira? "Pra ficar mais perto do povo..."

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

A lei que parou no tempo

Texto enviado pelo George, o leitor do mês do nosso blog! eeeeee!

Exame - Nacional - NA
A lei que parou no tempo
2007-08-24
Trabalho

Apresentar-se barbeado nas missas de domingo fazia parte do código social na primeira metade do século passado — e, para isso. era fundamental que as barbearias estivessem abertas no dia. Há muito tempo, esse e outros costumes mudaram. Mas a lei que define o tipo de empresa que pode funcionar livremente aos domingos continua a mesma — data de 1949. Entre as atividades consideradas essenciais para a época, e que contam com essa permissão. estão barbearias e locadoras de bicicletas. Já as empresas de teleatendimento. responsáveis não só por vender produtos pelo telefone mas também por cancelar um cartão de crédito perdido no fim de semana, não constam da lista — afinal, esse tipo de serviço ainda não existia em meados do século passado. O resultado é que empresas desse ramo. bem como milhares de outras que precisam operar aos domingos. dependem de uma autorização do Ministério do Trabalho que precisa ser constantemente renovada. E no mínimo alarmante o fato de que o mercado de trabalho brasileiro seja regulado por normas praticamente inalteradas há mais de 60 anos (a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, é de 1943). "Ficamos parados no tempo, e as conseqüências dessa paralisação são extremamente negativas para a economia", afirma o economista Edward Amadeo. ex-ministro do Trabalho. "E. quanto mais o tempo passa, pior a situação fica."

O anacronismo das regras é apenas um dos aspectos que fazem da legislação trabalhista brasileira uni emaranhado de problemas e de custos para as empresas, sem que isso reverta em benefícios para os empregados. Ao contrário, a lei impõe encargos e complicações que dificultam a formalização das relações do trabalho, principalmente nas pequenas empresas. e assim acabam empurrando para a ilegalidade um grande contingente de empregadores e de trabalhadores. O aspecto mais grave do atraso da legislação dá-se na forma dos elevados custos da mão-de-obra que ela gera. Uma empresa que paga 1 000 reais de salário a um funcionário gasta outros 1 030 reais com despesas indiretas, cuja parte maior vai para o governo. As perdas são óbvias. Mas é provável que a reforma trabalhista seja a mais difícil de fazer. Não por falta de evidências de sua necessidade para o aumento da competitividade do país. mas pela falta de coragem da classe política em mexer num tema que desperta reações por parte da minoria que conta com a proteção da lei. "Com despesas de contratação tão altas, não estranha que o desemprego também seja elevado", afirma o sociólogo José Pastore, professor da Universidade de São Paulo. Mais de 95% dos negócios no Brasil são micro e pequenas empresas, que. na maioria, não têm condições de arcar com os gastos estabelecidos na lei e acabam contratando na informalidade. São elas que empregam mais da metade dos trabalhadores brasileiros. Como conseqüência, 48 milhões de brasileiros trabalham sem carteira assinada, ante 32 milhões devidamente registrados. O resultado de tamanha informalidade bate direto no caixa do governo, principalmente pela evasão de contribuições à Previdência Social. e se transforma em uma trava ao crescimento econômico — o rombo previdenciário, de 45 bilhões de reais ao ano, drena boa parte dos recursos do governo, reduzindo os investimentos públicos em áreas vitais, como a infra-estrutura. "E uma engrenagem perversa. que precisa ser compreendida e revertida", afirma Pastore.

As empresas que optam pelo caminho da legalidade são as mais duramente penalizadas. `"Além de arcar com tantos impostos, ainda temos de gastar outro tanto para compensar a péssima qualidade dos serviços públicos". afirma Robert Bilton. dono da Zapplift. prestadora de serviços de manutenção de elevadores que fatura 3 milhões de reais e emprega 20 pessoas. "No ano passado. recolhemos 150 000 reais para a Previdência e gastamos outros 130 000 em assistência médica para que os funcionários não precisem depender da saúde pública" A competitividade das empresas brasileiras é ainda mais reduzida quando a missão é concorrer no mercado externo com companhias que atuam sob regras mais modernas. "Nossa desvantagem em termos de encargos trabalhistas já era nítida em relação à mão-de-obra chinesa e à indiana, mas agora estamos perdendo terreno também para países sul-americanos sobre os quais tínhamos vantagem", afirma Rogério Oliveira, presidente da IBM no Brasil. Segundo ele, o custo do profissional de tecnologia da informação é cerca de 50% mais baixo na Argentina. "Mais que uma perda para a empresa, essa desvantagem se converte em perda para o país na forma de empregos que deixamos de criar", diz Oliveira.

Um dos efeitos do excesso de regras trabalhistas é a avalanche de ações que assolam o Judiciário brasileiro. A cada ano são abertos cerca de 2,5 milhões de processos. E claro que muitas empresas brasileiras não seguem a lei e, portanto, merecem ser alvo de processos, mas a comparação com outros países mostra que o volume de casos judiciais foge a qualquer parâmetro minimamente razoável. São recorrentes os episódios de reivindicações abusivas. O juiz Marcos Fava, da 89' Vara Trabalhista de São Paulo. já enfrentou casos que simplesmente afrontam a lógica — como o de um empregado que alegou ter trabalhado 23 horas diárias durante quatro anos. "Eu ainda dei a chance de ele se retratar. mas ele sustentou que parava apenas 1 hora por dia para descansar", afirma Fava. "Ficou muito claro que ele estava agindo de má-fé". diz ele, que condenou o empregado a pagar as custas do proces

so, numa decisão pouco comum, já que o Judiciário isenta os trabalhadores desses custos quando perdem a causa, ao contrário do que ocorre com as empresas. Casos absurdos como esse ajudam a aumentar o gasto da Justiça do Trabalho. cujas despesas são de 1.300 reais para cada 1.000 reais julgados.

O CONCEITO DE RELAÇÃO DE TRABALHO que dita a legislação é um dos pontos-chave para entender o atraso do país nesse campo. "Ainda prevalece a noção de que o trabalhador precisa ser protegido por ser a parte mais fraca", afirma José Cretella Neto. professor de direito da pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Na ânsia de defender o trabalhador. a legislação recorre a um detalhismo insano. Os legisladores chegaram ao cúmulo de incluir na Constituição a porcentagem de pagamento de horas extras. "E um absurdo descer a esse nível de detalhe numa Carta Magna, que tem o objetivo de fixar os grandes princípios de uma nação", afirma José Levi Mello do Amaral Júnior. professor do Centro Universitário de Brasília. Segundo especialistas, o protecionismo trabalhista tem raízes históricas. mas já está em tempo de ser superado. Em um país em que a escravidão durou quase quatro séculos, faz sentido que a relação trabalhista tenha sido concebida essencialmente como uma briga entre opressores e oprimidos. "Esse passado deixou marcas na sociedade. que respondeu criando uma lei que trata o empregado como semi-imputável". diz Cretella. "Ocorre que a relação entre empregador e empregado mudou substancialmente. mas a legislação continua tutelando quase tudo, o que não faz mais sentido."

Enquanto permanece regulando detalhes por vezes até pitorescos. por outro lado a lei trabalhista deixa sem resposta situações e necessidades prementes das empresas. Um dos atuais mandamentos da gestão de pessoas é a prática da meritocracia, ou seja. o reconhecimento dos melhores profissionais por meio de maior remuneração. Infelizmente, a lei contém pontos obscuros que nos deixam vulneráveis a ações trabalhistas". diz Maria Teresa Merino, diretora de recursos humanos do laboratório farmacêutico Eli Lilly. O ponto vulnerável, nesse caso, é a regra de isonomia salarial, pela qual todo trabalhador que exerce a mesma função, com a mesma eficiência, no mesmo local de trabalho, tem de ganhar salário igual ao dos demais. Só é possível oferecer salários diferentes se os funcionários tiverem mais de dois anos de diferença no cargo. A aplicação dessa lei é mais fácil em ambientes fabris, nos quais a eficiência pode ser mais claramente medida. Hoje, quando os serviços representam 60% da atividade econômica. medir a eficiência de um funcionário é tarefa cada vez mais complexa. Das reclamações trabalhistas a que a Lilly responde, 17% são pedidos de equiparação salarial. "Alguns ex-funcionários de nível pleno simplesmente pedem rescisões equiparadas a salários de seniores", diz Maria Teresa. Enquanto o Brasil não fizer uma faxina para valer nas leis que regem o mundo do trabalho, não vamos ter uma economia afinada com a modernidade.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

O que muda com a reforma da língua portuguesa

da Folha de S.Paulo

As novas regras da língua portuguesa devem começar a ser implementadas em 2008. Mudanças incluem fim do trema e devem mudar entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro. Veja abaixo quais são as mudanças.

HÍFEN

Não se usará mais:
1. Quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r - ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"

TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados.

ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)

ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"

ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"

ACENTO AGUDO
Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"
2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem

GRAFIA
No português lusitano:
1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"
2. será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido", que serão grafadas como no Brasil -"erva" e "úmido"

CPMF - ainda

Ainda sobre a CPMF:

Estive debatendo com meu chefe à respeito e a opinião dele me pareceu interessante:
Todos (ou a maioria) dos brasileiros paga CPMF - do traficante que movimenta uma conta qualquer no banco (sim, pq acredito que eles PRECISEM de uma conta) ao grande empresário -todos têm lá o seu porcentinho sendo tirado dos seus rendimentos.
Muito bem.
Então, seria um imposto praticamente (digo "praticamente" pois ainda existem os colchões) impossível de se sonegar, certo? Certo.
A arrecadação é gigantesca e tem feito gregos e troianos relutarem sobre a sua extinção. Portanto, que este fosse o ÚNICO imposto a ser pago!

Pensem mais ou menos no mecanismo:
- eu faço um negócio, produzo coisas, gero empregos e pago ICMS, por exemplo. Já tenho uma fatia mordida do que eu ganharia. Aí, quando deposito a grana, mais uma e quando vou comprar um outro negócio, outra.
Caramba!
Me extorquiram 3 vezes!!! E esse dinheiro foi parar sei-lá-onde!
Além disso, controlar 10 bancos é MUITO mais fácil do que controlar sei-lá-quantos milhões de brasileiros que sonegam impostos, certo?!
Ah....
Mas e os "pobres" fiscais?? Aqueles, que vão à sua empresa, procurar "pelo em ovo" próximo ao Natal, para abocanhar mais uma fatiazinha... Ah... Eles não poderiam ficar desamparados, né?
"Temos que pensar em todo mundo..."
N O T!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

provisória e sem destino

Pois é... Vcs sabiam que a cobrança de CPMF que agora está em pauta, inicialmente, deveria ser destinada à saúde?!
alguém viu diferença?
não?
nem eu.